
Iansã: A Força que Move, Limpa e Transforma
22/01/2026
Gira de EXU
28/01/2026Na Umbanda, a mediunidade é um dom que caminha junto com a responsabilidade. O médium não é apenas alguém que recebe, mas um campo vivo, sensível e em constante troca com o mundo espiritual e com as energias que circulam ao seu redor. Por isso, cuidar-se espiritualmente não é excesso, é necessidade.
O descanso do corpo é também um momento de liberdade do espírito. Durante o sono, a consciência se expande e o espírito transita por outros planos. A prece antes de dormir funciona como um abraço de proteção, um pedido de amparo e direção. É ela que acalma, sela e orienta o espírito para que esse desprendimento aconteça com equilíbrio e segurança.
Da mesma forma, todo espaço carrega uma energia própria. Existem locais que exigem silêncio interior, respeito e permissão espiritual. Entrar em calungas ou ambientes carregados sem preparo não é sinal de coragem, mas de descuido. A espiritualidade reconhece quem chega com humildade, consciência e fundamento.
O médium sente, absorve e guarda muito mais do que imagina. Por isso, circular em ambientes densos sem proteção pode gerar cansaço, confusão emocional e desequilíbrio energético. Proteger-se não é ter medo da vida, é aprender a se preservar para continuar servindo com firmeza e clareza.
Também é preciso cuidado com o que se fala e com quem se fala. Nem todo ouvido é abrigo, nem toda escuta é torcida sincera. As palavras carregam força, vibram no espiritual e permanecem. Guardar certas dores e compartilhá-las com quem realmente pode ajudar é um ato de amor-próprio e sabedoria espiritual.
A Umbanda não ensina desconfiança, ensina consciência. O médium equilibrado não vive em alerta constante, mas caminha atento, respeitando seus limites e reconhecendo sua sensibilidade. Proteção espiritual não aprisiona, ela sustenta.
Existem ainda cuidados simples, mas profundos, no dia a dia. Permitir que qualquer pessoa toque suas mãos ou sua cabeça, mesmo em gestos aparentemente inocentes, pode interferir no campo energético. A cabeça é o ponto mais alto da conexão espiritual, e as mãos carregam caminhos, escolhas e trocas sutis. Tudo que toca, troca.
O mesmo vale para práticas espirituais feitas sem orientação. Banhos utilizados sem conhecimento podem abrir campos que deveriam ser fechados, enfraquecer a energia ou desorganizar a mediunidade. Na Umbanda, até o simples precisa de fundamento.
Acender uma vela, mesmo em intenção de luz, é um chamado espiritual. Quando feito sem firmeza, oração e proteção, pode atrair aquilo que não se deseja. A espiritualidade responde à intenção, mas também à consciência de quem chama.
Cuidar da mediunidade é um exercício diário de respeito consigo mesmo e com o plano espiritual. É entender que espiritualidade não é pressa, não é improviso e não é curiosidade. É caminho, aprendizado e compromisso.
No CCEPZ, reforçamos sempre: quem se cuida espiritualmente caminha com mais equilíbrio, mais clareza e mais luz e principalmente mais proteção e axé.
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